Homenagem a Zuzu Angel, a eterna Mulher Moderna
Hoje vou homenagear uma das grandes artista brasileira que o Brasil teve orgulhe de ter. Não estou citando uma atriz, uma bailarina ou qualquer outras artistas femininas mais sim da Zuzu Angel a eterna Mulher Moderna. Digo isso porque ela influenciou muito a moda brasileira anos 50 e 70 ganhando destaque anos 70 por seu excelente trabalho visionário que despertaria a era do Hippie, tecido ricas em cores e estampas de multi tonalidades e claro destaque na sua vida pessoal com o filho Stuart Angel Jones que era integrante da guerrilha no regime da ditadura militar de 1964 a 1985 o qual foi dado como morto.
Zuleika Angel Jones ou Zuleika de Sousa Neto conhecida como Zuzu Angel foi pioneira estilista figurinista da moda, nascida no Rio de Janeiro no município de Curvelo e falecida em 14 de abril de 1976 foi uma estilista brasileira considerada a mulher a frente do tempo na época por criar figurinos e estilo que mudaria ainda mais a era do Hippie - mãe de Stuart Jones Angel, da jornalista Hildegard Angel e Ana Cristina Angel Jones. Zuzu é conhecida por seu pioneirismo brasileira notamos pelas suas cores, padronagem e estilo anos 70 informação totalmente brasileira. Zuzu nasceu no Curvelo, mudando ainda criança para Belo Horizonte onde lá começou a custura e criar seus modelos fazendo roupas para as primas, logo depois mudou para Bahia onde passou sua juventude. O ambiente e a cultura e as cores daquela cidade maravilhosa recanto de natureza tropical influenciou a estilista mudando o conceito de estilo em suas crianções resultado disso: fez sucesso em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos onde até hoje a influencia Zuzu é válida.
Estilo e conceito era a palavra chave na época quando o sucesso batia a porta de Zuzu Angel, por sua vez ela dizia que era a moda brasileira levando a cultura brasileira em uma bagagem que não esmerava esforço, pois toda a informação encontravam em suas coleções. Em 1947, ela foi morar na Cidade do Rio de Janeiro onde nasceu e nos anos 50 iniciou seu trabalho como estilista fazendo roupas para alguns de seus familiares, porém foi nos anos 70, após muitos anos de esforço costurando investiu em sua economia que juntava a vida toda conseguiu abri uma loja de roupas em Ipanema. O estilo de Angel mistura renda, seda, fitas e chitas um tecido de algodão com estampas de cores fortes contendo florais e tramas - está estamparia é feita sobre tecido conhecido como morim. Falarei sobre Chitas na próxima matéria para não confundi vocês, afinal estamos falando da Zuzu Angel a visionaria ruma da moda brasileira. Ela gostava de usar tecido chitas com temas regionais do folclore, gostava de ver em suas peças estampas de bicho ou animal print de pássaros, borboletas e papagaios. Trouxe também pedras brasileiras, fragmentos de bambu, de madeira e conchas. Isso tudo com o tempo Zuzu fez algumas amizades e com a famosa propaganda boca a boca ela conheceu pessoas ricas e intencionadas apostavam em seu talento o qual teve a oportunidade de expandir seu trabalho para fora do Brasil realizando em negócios e desfiles pelos EUA. Foi lá no desfile que o mundo passaria conhecer as riquezas de cores, costuras bem coloridas executadas, pois além de costura ela desenhava e pintava suas peças no desfile explanava alegria e riquezas de cores da cultura brasileira. Foi nos 40 que Zuzu conheceu o americano Norman Angel Jones em Belo Horizonte com quem se relacionou e mais tarde casou em 1947 - logo depois eles mudaram para o Rio seguido para Salvador onde viveram por muito tempo e foi lá que Zuzu engravidou do seu primeiro filho Stuart Edgar. Sucesso esplendido e conquista cada vez maior no mundo da moda crescia muito na vida de Zuzu, porém mal sabia que seria quase interrompido por causa da represália do governo da ditadura militar envolvendo seu filho Stuart Angel mudaria pra sempre a vida dela. Nos anos 60 pra 70, Stuart Angel estudante de economia passou a integrar o movimento que combatia a ditadura no Brasil em 1964 aderiu o movimento junto com grupo guerrilheiro de ideologia socialista do Rio de Janeiro. Lamentavelmente Stuart foi preso, torturado e morto pelo Centro de Informações da Aeronáutica localizado no aeroporto do Galeão ele foi dado como desaparecido pelas autoridades. Mediante essas desventuras inconformada travava uma luta que parecia não ter fim com as autoridades em busca do filho desaparecido ou pelo menos resgatar o corpo para ser sepultado com dignidade. Tanta tristeza e decepção foram transmitido pelas suas criações, como estilista ela manifestava suas emoções em protesto contra a ditadura militar que cada dia mais na época crescia em todo o estado brasileiro. Foi então que ela criou uma coleção inteira que significava absorção não a liberdade estampa com manchas vermelhas, pássaros engaiolados e movimento bélico. Demonstração de tristeza como o anjo ferido e amordaçados também estava nas estampas homenagem ao seu filho desaparecido. O conceito de Zuzu agora era a luta pela liberdade de expressão seguindo a ideologia do filho que sonhava em ver novamente um país livre com opinião própria para pensar e dizer tudo o que todos queriam que o mundo soubesse.
Ela então promoveu um desfile final em setembro de 1971 no consulado do Brasil em Nova York, nesse consolado havia termos técnico de ditadura brasileiro, porém o que todos não sabia era o que Zuzu havia preparado no desfile naquele ano ao exibi-los para o mundo surpreendeu a todos principalmente ao consolado brasileiro com tema exuberante com estampas figurativas que pregava a liberdade ela não pode ser censurada pela ditadura ao critica o militarismo. No dia 15 de setembro naquele ano sua luta pelo filho desaparecido ganhou destaque internacional no jornal Chicago Tribune com a seguinte destaque: " As mensagens politicas de Zuzu está em suas roupas." Há registro em filmagem no desfile naquele dia com duração de quatro minutos registrada pela rede americana NBC e nunca mais visto - tempos depois foi achado no arquivo da TV Cultura e exibida na mostra Ocupação Zuzu em 1 de abril de 2014 completando 50 anos depois do governo militar. Mesmo com os problemas pessoais ela continuou a fazer sucesso conquistou clientes importantíssimas de Hollywood como Joan Crawford, Liza Minelli, Kim Novak e Henry Kissinger um secretario americano que chegou a furar filar enfrentando os seguranças para entregar um dossiê contendo fatos importantes da morte do filho dela. A busca pelas explicações que Zuzu tentava encontra resultou algo trágico em sua vida o anseio de encontra o corpo de seu filho e punir os culpas custou a sua vida. Era madrugada quando Angel sofreu um grave acidente de carro no dia 14 de abril de 1976 na estrada de Gávea na siada do túnel Dois Irmãos no Rio de Janeiro. Ela dirigia um carro Volkswagen modelo Karmann Ghia que derrapou na saída da estrada chocando contra a mureta de proteção provocando capotamento caindo estrada abaixo matando instantaneamente. Todos lamentaram por sua morte o qual até hoje sua morte é contada de várias formas recentemente o livro do Claudio Antonio Guerra, ex-agente da repressão operou como delegado do DOPS ( Departamento de Ordem Politica e Social) no Espirito Santo escreveu o livro Memorias de uma Guerra Suja, no qual aborda sobre relatos de diversos crimes dos quais participou fornecendo detalhes de fatos históricos naquela época incluindo a morte de Zuzu Angel e do delegado Sérgio Fleury entre outros. Guerra acusa o coronel do Exercito Freddie Perdigão de represália e torturador, e por ter tirado foto do acidente da estilista; havia duas testemunhas que afirmam ter visto o carro de Zuzu sendo fechado por outro carro e jogado fora da pista, caindo de um altura de cinco metros. A filha de Angel, Hildegard não se conforma que foi um simples acidente fatal mais sim investida do governo militar que provocou acidente. Seja como for ainda há soluções não encerrada no caso de Zuzu que deixou saudades e marcou o mundo da moda. Ela conheceu a queridíssima Elka Maravilha, modelo na época vestiu quase todas as coleções de Angel em desfiles e fotos editorias.
Zuzu ficou conhecida como a pioneira da moda, foi uma estilista excepcional como ninguém, embora seja lembrada como uma mãe que buscava de forma incessante pelo paredeiro do seu filho ainda sim é e será estilista querida por todos os brasileiros. A mulher a frente do tempo fez carreira brilhante na alta custura fico feliz em homenageá-la porque sei que tudo o que ela fez pela moda e pelo amor de mãe ficou gravado na memoria de quem viveu esse fato que chamou atenção de todo o mundo até naqueles que não viram mais ouviram ao respeito da trajetória que essa mulher guerreira viveu o qual a chamo de a Eterna Mulher Moderna. Chamo agora atenção das marcas de roupas mais importante do Brasil lojas varejos como C&A, Marisa e Riachuelo poderiam fazer uma campanha publicitaria da estilista Angel - lançando releitura das coleções que ela faria se fosse viva sem perder o material rico que ela utilizava como a estampa florais e animal print ( pássaros e borboletas) cujo tema Liberdade Brasil. Acho que ela ficaria feliz reviveria suas obras lembranças boas e que ficou esquecido por quase todos os brasileiros. Google na Sexta feira comemorou seu memorial em junho de 2015 completando 94º aniversario de Zuzu Angel a eterna Mulher Moderna.
(Criação do minivestido floral usado com meia calça, sucesso na época. Usado meados anos 90 depois 2009 pra cá.)
( Elka Maravilha, quando modelo)

Depois da morte da estilista ela foi homenageada na cultura popular através de livros, filmes e musicas em sua homenagem Chico Buarque melodia MPB em 1977. Mais tarde o escritor José Louzeiro escreveu o romance Em carne viva tenho personagens e situações comparada a estilista, a filha de Zuzu, a jornalista Hildegard criou o Instituto Zuzu Angel de Moda do Rio de Janeiro em 1993 em memoria da mãe. O cineasta Sergio Rezende fez um filme em sua homenagem com tema: Zuzu Angel em 2006, o filme retrata a vida da estilista interpretada pela atriz Patricia Pillar, com Daniel Oliveira, Luana Piovani entre outros no elenco.
( Cena do filme Zuzu Angel)
O filme aporta cobre o trabalho como estilista na vida de Angel e sua influencia em estilos na época a era do Hippie e a luta contra a oposição militar chamado na época de anos de chumbo, Ditadura Militar ( 1964 a 1985), a luta em busca por resposta do desaparecimento do seu filho o qual foi dado como politico desaparecido pelas autoridades.
Bom gente por enquanto é isso espero que tenham gostado da homenagem da Zuzu Angel que foi é ainda é a pioneira da moda feminina do brasil e do mundo. Voltaremos mais com Moda&Tendencia com mais homenagem com artista.










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